Jardim vertical para produção de alimentos em estudo no GreenUPorto

5 Novembro, 2021

Divulgamos uma notícia da sigarra.up.pt sobre o apoio da Neoturf na investigação da Patrícia Alves, estudante do mestrado em Engenharia Agronómica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

 

Será possível adaptar os jardins verticais à produção de alimentos? Foi esta a pergunta que levou à dissertação de Patrícia Alves, estudante do mestrado em Engenharia Agronómica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP),  que desenvolveu o seu trabalho no Centro de Investigação em Produção Agroalimentar Sustentável (GreenUPorto). 

“Um dos aspetos que verificámos é que existem poucos estudos e dados sobre o uso de jardins verticais para a produção de alimentos”, explica Ruth Pereira, docente da FCUP e orientadora da estudante. 

No GreenUPorto, está montado, com o apoio da Neoturf, empresa dedicada aos espaços verdes e coberturas ajardinadas, um jardim vertical, onde, em vez de plantas ornamentais estão, por exemplo, rúcula, couve, alface, morangos e também algumas plantas aromáticas. Para minimizar o consumo de água, cada planta tem um sistema de rega individualizado. 

“O objetivo é avaliar que espécies melhor se adaptam nestes jardins, com este tipo de estrutura, que dificuldades podem surgir e como lidamos com elas, e quais os custos deste tipo de jardim”, conta a docente da FCUP. 

Para além do GreenUPorto e da Neoturf, o projeto da estudante contou ainda com a orientação da investigadora Cristina Calheiros, do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), que, através de uma ação do European Cooperation in Science and Technology  (COST), fez com que este jardim tivesse visibilidade a nível europeu. 

O jardim está em destaque na página da Circular City Week, num vídeo com exemplos de espaços verdes sustentáveis em vários países da Europa. 

Contributo para o ambiente 

“Esta estrutura já montada, que incorpora uma percentagem significativa de material plástico retirado do meio marinho, vai continuar a servir de apoio ao ensino e investigação. Podemos estudar, por exemplo, qual o impacto destes jardins na climatização do edifício”, acrescenta Ruth Pereira. 

É também objetivo dos investigadores do GreenUPorto continuar a avaliar o papel que estas infraestruturas podem ter na redução da pegada de carbono e na circularidade das cidades. “Estas estruturas permitem uma produção mais local, particularmente relevante para alimentos perecíveis, contribuem para fixar carbono, reciclar materiais entre outros aspetos”, concretiza.

 

Fonte da imagem: sigarra.up.pt

© NEOTURF 2017
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